Dec 18, 2025
Bruno S.
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Você conhece o Bitbucket? Ele é uma das principais soluções para hospedagem e colaboração em projetos de programação, e conhecer suas funcionalidades pode ser um excelente caminho para melhorar seu currículo, simplificar seu fluxo de trabalho e aprimorar a cooperação das suas equipes.
Nos próximos parágrafos, vamos explorar as funções do Bitbucket e passar pelos seus principais recursos, vantagens e desvantagens. Você também poderá conferir um guia completo de como começar a usar o Bitbucket para dar seus primeiros passos na plataforma.
O Bitbucket é um serviço de repositório e controle de versão CI/CD baseado em Git. Com ele, desenvolvedores e equipes podem hospedar seus projetos de programação e monitorar seus progressos, trabalhando com elementos como sistema de controle, pull requests, documentação, busca de código, rastreamento de issues e muito mais.
O Bitbucket pode ser utilizado em duas versões, cada uma com sua própria estrutura de planos e preços. O mais comum deles é o Bitbucket Cloud, que mantém seus projetos hospedados nos servidores da Atlassian. A empresa adquiriu o Bitbucket em 2010 e também é responsável por serviços como o Jira e o Trello.
O Bitbucket Cloud é oferecido em três planos:
Para grandes equipes e empresas, também é possível adquirir o Bitbucket Data Center, uma solução autogerenciada na qual os projetos ficam hospedados em seus próprios servidores. Com isso, as empresas têm total controle dos seus ambientes de desenvolvimento, e o Bitbucket fica responsável por aspectos como manutenção e recuperação de desastres.
Os valores da licença anual do Bitbucket Data Center partem de US$ 2,3 mil para 25 usuários e podem chegar a até quase US$ 1 milhão para 30 mil usuários.
A Atlassian oferecia também uma licença permanente do produto, conhecida como Bitbucket Server, mas ela está em processo de descontinuação e será definitivamente encerrada em fevereiro de 2024. Junto com ela, alguns recursos também serão descontinuados, como o espelhamento inteligente.
Abaixo, vamos conferir algumas das principais funcionalidades do Bitbucket e seus diferenciais.
O Bitbucket possui um sistema de revisão de códigos simples, projetado para favorecer a colaboração e a correção rápida de bugs. A interface de página única inclui todas as informações mais relevantes sobre o projeto em seu estado atual, com um resumo das checagens de código, builds, tarefas e arquivos.
É possível criar um pull request (também conhecido como solicitação pull) rapidamente, atribuir tarefas, compilar e testar códigos automaticamente com o Bitbucket Pipelines (nos planos pagos), criar listas de condições para analistas e muito mais.
O software Jira é utilizado por equipes e empresas do mundo inteiro como uma solução de monitoramento de tarefas e projetos. Por também ser administrado pela Atlassian, o Jira tem integração completa com o Bitbucket, permitindo que seu time acompanhe avanços em seus projetos em tempo real em qualquer um dos dois serviços.

Ao realizar a integração, é possível conferir rapidamente no Jira aspectos como repositórios nos quais cada membro da sua equipe está trabalhando, atualizações em tempo real sobre determinadas issues, o cronograma de versões dos seus projetos, entre outros aspectos.
Já no Bitbucket, é possível ver e criar issues do Jira diretamente do seu painel principal (o chamado Your Work), bem como interagir com projetos da plataforma. Por fim, você pode automatizar tarefas relacionadas aos dois serviços para economizar tempo e simplificar seu fluxo de trabalho.
Confira também nosso guia sobre o que são e como usar Git Hooks para automatizar tarefas no seu processo de desenvolvimento e economizar ainda mais tempo.
Cada repositório criado no Bitbucket Cloud possui um rastreador de issues integrado, no qual você pode conferir o progresso dos projetos e os avanços realizados por você e sua equipe.
Em uma única tela, é possível criar, administrar e conferir elementos como alertas de bugs, tarefas e solicitações de melhorias (improvement requests).
Outro software popular administrado pela Atlassian, o Trello é um organizador de tarefas poderoso e flexível que também pode ser integrado com o Bitbucket.

Ao conectar os dois serviços, você pode criar painéis no Trello ligados aos seus repositórios no Bitbucket, com atualização automática do progresso de projetos e tarefas. O Trello também exibe automaticamente os membros da equipe atribuídos a cada tarefa, bem como o status atual do trabalho, pull requests e outros elementos.
Agora que você já conhece as principais funcionalidades do Bitbucket, é hora de aprender como dar os seus primeiros passos na plataforma. Abaixo, apresentamos as quatro etapas iniciais para você começar a se ambientar ao serviço.
O primeiro passo é criar uma conta no BitBucket.org, o que pode ser feito nesta página. Você pode selecionar se deseja adicionar o Jira ao seu pacote, mas isso pode ser feito posteriormente.

Para se registrar no Bitbucket, basta fornecer seu endereço de email e escolher uma senha. Você também pode se conectar com suas contas do Google, Facebook, Apple, Slack ou Atlassian, caso prefira.

Em seguida, basta escolher um nome de usuário e, opcionalmente, responder algumas perguntas sobre o uso que você fará do Bitbucket e sua experiência no controle de código-fonte.
Após criar sua conta, é hora de criar seu primeiro workspace. No Bitbucket, workspaces são os espaços onde você criará os repositórios, cuidará dos seus projetos e convidará as demais pessoas da sua equipe para colaboração. Cada workspace possui uma URL única (bitbucket.org/nome_do_workspace), para fácil acesso.

Aqui, basta dar um nome ao seu workspace e configurar sua URL, caso o nome escolhido não esteja disponível. Você também pode escolher se o workspace será privado ou poderá ser acessado por qualquer pessoa com o link em questão.
Em seguida, é hora de criar seu primeiro repositório, que é o local onde ficarão armazenados seus códigos, arquivos e outros elementos relacionados ao seu projeto. Para isso, basta clicar no botão Create a new repository, no canto superior direito do seu workspace.

Na tela que surgirá, você deve escolher a qual workspace aquele repositório estará atrelado (caso você tenha mais de um), dar um nome ao projeto e um nome ao repositório.
Também é possível configurá-lo como público ou privado e decidir se você incluirá um arquivo README (com um tutorial ou um template, por exemplo). Ainda dá para configurar o nome do branch padrão do repositório (você pode renomear o branch depois, se desejar) e selecionar se você deseja incluir um arquivo .gitignore, que define quais arquivos devem ser ignorados em um projeto.
Em Advanced settings, você pode adicionar uma descrição ao seu repositório, selecionar a permissão de forks e indicar qual a linguagem de programação principal do seu projeto.
Com o primeiro repositório devidamente criado, você já pode dar o pontapé inicial no seu Projeto GIT. Para isso, você pode criar ou importar arquivos e códigos, convidar membros (no botão Invite, no canto superior direito), conferir suas notificações e muito mais.

Na barra lateral esquerda, você acessa rapidamente telas com os commits, branches, pull requests, pipelines e deployments do seu projeto. Também é possível conferir issues criadas no Jira, fazer ajustes de segurança, baixar arquivos do projeto e acessar as configurações do repositório.
Lembrando que, para integrar o seu sistema local ao Bitbucket e ter as mudanças nos seus projetos refletidas na nuvem, é necessário clonar o repositório no seu sistema.

Para isso, você precisará instalar um cliente Git no seu computador, como o VS Code (para Windows) ou o Sourcetree (para macOS) e, em seguida, clicar na opção Clone no canto superior direito da tela principal do repositório. Nessa tela, você pode copiar o comando de clonagem em HTTPS ou SSH — ou clicar no botão de clonagem automática para algum dos dois softwares acima citados.
Em seguida, vamos conferir algumas das principais vantagens e desvantagens do Bitbucket.
Neste artigo, explicamos que o Bitbucket é uma ferramenta baseada em Git para administração, hospedagem, colaboração e revisão de código para projetos relacionados a engenharia de software.
O Bitbucket tem uma versão gratuita, para até cinco usuários, e versões pagas em duas modalidades: o Bitbucket Cloud, que hospeda seus projetos nos servidores da Atlassian, e o Bitbucket Data Center, para hospedar os projetos nos servidores da sua empresa.
Passamos pelas funcionalidades mais destacadas e pelos passos iniciais para se cadastrar na plataforma e criar seu primeiro repositório. Em seguida, citamos alguns dos principais pontos positivos e negativos do Bitbucket.
Esperamos que este artigo tenha sido útil para você. Deixe seus comentários logo abaixo e até a próxima!
O Bitbucket é uma das plataformas mais populares para hospedagem de repositórios e controle de versão por meio do sistema Git. Ele tem integrações avançadas com softwares como o Jira e o Trello, permitindo que equipes colaborem com mais facilidade e simplifiquem seus fluxos de trabalho, além de ter alta disponibilidade e ser escalonável e flexível.
Para usar o sistema Git com o Bitbucket, você deve criar um repositório ou importar um repositório já existente de um outro cliente, como o GitHub. Após criar o repositório, você pode cloná-lo no seu sistema local usando um cliente Git como o VS Code (para Windows) ou o Sourcetree (para macOS).
O Bitbucket é utilizado por empresas e equipes para centralizar o desenvolvimento dos seus projetos relacionados a engenharia de software e linguagens de programação. Desta forma, todas as mudanças realizadas por membros da equipe são documentadas e monitoradas, permitindo que ramificações sejam feitas no projeto principal, testes sejam realizados e tarefas sejam atribuídas facilmente.
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