Dec 02, 2025
Ana G.
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O comando traceroute é uma ferramenta que ajuda a descobrir onde estão acontecendo falhas na conexão de internet. Ele mostra o caminho que os pacotes de dados percorrem do seu computador até o servidor de destino, exibindo cada etapa — chamada de hop — ao longo do trajeto.
Esse comando é especialmente útil quando a conexão está lenta ou um site não carrega corretamente.
Neste guia, você vai aprender como usar o comando traceroute no macOS, Linux e Windows. Também vamos explicar como ler os resultados para identificar problemas comuns, como alta latência e perda de pacotes, e assim encontrar a origem das falhas de rede.
O comando traceroute mostra o caminho que os pacotes de dados percorrem do seu computador até um servidor de destino. Ele exibe cada etapa desse trajeto — conhecida como hop — e por isso é uma ferramenta essencial para identificar problemas de rede.
O comando está disponível na maioria dos sistemas operacionais, mas o nome pode variar: no Linux e no macOS, ele se chama traceroute, enquanto no Windows é tracert.
Veja como ele funciona, de forma simples:
Essa análise passo a passo é o que diferencia o traceroute do comando ping.
Enquanto o ping apenas verifica se o servidor pode ser alcançado e mede o tempo total de resposta, o traceroute mostra o trajeto completo e ajuda a identificar em qual ponto da rota ocorrem atrasos ou falhas de conexão.
O comando traceroute deve ser usado para diagnosticar problemas de desempenho na rede e descobrir exatamente onde ocorrem lentidão ou falhas de conexão.
Ele ajuda a identificar se o problema está na sua rede local, no provedor de internet (ISP) ou no servidor de destino.
Veja as situações em que o uso do traceroute é mais útil:
Por exemplo, se o atraso aparece logo após o seu roteador doméstico, é provável que a falha esteja no seu provedor de internet.
Agora que você já sabe o que o traceroute faz e quando usar, vamos ver como executar o comando em cada sistema operacional.
Rodar o comando traceroute é simples — você pode fazer isso usando o aplicativo de linha de comando do seu sistema, como o Terminal ou o Prompt de Comando.
A função é a mesma em todos os sistemas operacionais, mas o nome do comando e alguns passos variam conforme o sistema que você usa: macOS, Linux ou Windows.
A seguir, veja as instruções específicas para cada um deles.
No macOS, o jeito mais comum de rodar o comando traceroute é pelo aplicativo Terminal. Veja como fazer:
traceroute 8.8.8.8
O Terminal vai começar a exibir os resultados na tela, mostrando cada hop (ou etapa) do caminho percorrido pela conexão.

Para análises mais detalhadas, é possível adicionar flags ao comando. Veja as mais usadas:
| Flag | Descrição |
-I | Usa pacotes ICMP em vez de UDP (padrão). Útil quando o firewall bloqueia o tráfego UDP. |
-n | Exibe apenas os endereços IP, sem resolver nomes de host — isso deixa o comando mais rápido. |
-q <número> | Define quantos pacotes de teste são enviados por hop (o padrão é 3). Por exemplo, traceroute -q 1 é mais rápido. |
-m <número> | Define o número máximo de hops (TTL máximo). O valor padrão geralmente é 64. |
-w <número> | Define o tempo de espera (em segundos) por resposta de cada teste. O padrão é 5. |
-p <porta> | Especifica a porta de destino usada no rastreamento. |
Como o macOS e o Linux são sistemas baseados em UNIX, o processo e as opções do comando traceroute são praticamente os mesmos. Vamos ver agora como executar o traceroute no Linux.
No Linux, você pode executar o comando traceroute diretamente pelo Terminal. A maioria das distribuições já vem com ele instalado, mas, se não for o caso, é fácil adicionar usando o gerenciador de pacotes do sistema.
sudo apt update && sudo apt install traceroute
sudo dnf install traceroute
Depois de instalado, siga estes passos:
traceroute hostinger.com
O Terminal exibirá todas as etapas (ou hops) percorridas até o servidor de destino.
Por padrão, o comando traceroute no Linux envia pacotes UDP. Se quiser usar pacotes ICMP — como faz o comando tracert no Windows —, adicione a flag -I:
traceroute -I hostinger.com

Essa opção é útil para diagnosticar redes que tratam o tráfego UDP e ICMP de maneira diferente.
Agora, vamos ver como executar o traceroute no Windows, onde o comando tem outro nome e usa um protocolo diferente.
No Windows, o rastreamento de rede é feito com o comando tracert, executado pelo Prompt de Comando. Diferente do traceroute (usado em sistemas baseados em UNIX, como Linux e macOS), que envia pacotes UDP por padrão, o tracert utiliza pacotes ICMP.
Veja como usar:
tracert google.com
O sistema começará a exibir o caminho percorrido pela conexão até o destino, mostrando cada hop (etapa).

O tracert também permite ajustar seu comportamento com algumas opções úteis. Veja as mais comuns:
| Flag | Descrição |
-d | Impede o tracert de resolver endereços IP para nomes de host, tornando o rastreamento mais rápido. |
-h <número> | Define o número máximo de hops até o destino (padrão: 30). |
-w <número> | Define o tempo limite, em milissegundos, para aguardar a resposta antes de considerar a conexão perdida. |
-4 | Força o uso apenas do protocolo IPv4. |
-6 | Força o uso apenas do protocolo IPv6. |
Agora que você já sabe como executar o rastreamento em cada sistema operacional, o próximo passo é entender como interpretar os resultados do comando traceroute.
Depois de executar o comando, o terminal mostrará os resultados linha por linha. A aparência pode variar um pouco entre os sistemas operacionais, mas as informações principais — o caminho percorrido pelos dados — são as mesmas.
O relatório do traceroute lista todas as etapas (hops) que um pacote de dados percorre até chegar ao destino. Cada linha representa um desses pontos intermediários na rota.
Para entender o relatório, é importante saber o que significa cada parte da saída exibida pelo comando.
Cada linha do relatório é dividida em três partes principais, que mostram informações específicas sobre aquela etapa do trajeto. Veja o que cada uma representa:

| Componente | Exemplo | Descrição |
| Número do hop | 2 | É o número sequencial da etapa. No exemplo, o 2 indica que esse é o segundo roteador no caminho. |
| Hostname / Endereço IP | 153.92.2.11 (153.92.2.11) | Mostra o nome de domínio (quando disponível) e o endereço IP do roteador nessa etapa. |
| Tempo de resposta (round-trip time) | 0.952 ms 0.488 ms 0.195 ms | Exibe o tempo que cada um dos três pacotes levou para chegar ao roteador e voltar, medido em milissegundos (ms). |
Como identificar erros em um relatório do traceroute
Nem sempre o traceroute é concluído sem problemas. Quando algo dá errado, o relatório mostra indicadores específicos no lugar dos tempos de resposta normais.
Veja os erros mais comuns e o que cada um significa:
Agora, vamos ver como analisar os padrões dos resultados para diagnosticar diferentes tipos de problemas de rede.
1 192.168.1.1 (192.168.1.1) 1.2 ms 1.5 ms 1.4 ms 2 10.0.0.1 (10.0.0.1) 15.1 ms 14.8 ms 15.2 ms 3 203.0.113.1 (203.0.113.1) 16.0 ms 15.9 ms 16.1 ms 4 198.51.100.1 (198.51.100.1) 155.4 ms 155.2 ms 155.8 ms 5 dominio.tld (192.0.2.1) 156.1 ms 155.9 ms 156.0 ms
1 192.168.1.1 (192.168.1.1) 180.1 ms 182.3 ms 181.5 ms 2 10.0.0.1 (10.0.0.1) 185.2 ms 184.9 ms 185.4 ms 3 dominio.tld (192.0.2.1) 190.5 ms 191.1 ms 190.8 ms
1 192.168.1.1 (192.168.1.1) 1.2 ms 1.5 ms 1.4 ms 2 10.0.0.1 (10.0.0.1) 15.1 ms 14.8 ms 15.2 ms 3 * * * 4 198.51.100.1 (198.51.100.1) 16.4 ms 16.2 ms 16.8 ms 5 dominio.tld (192.0.2.1) 17.1 ms 16.9 ms 17.0 ms
1 192.168.1.1 (192.168.1.1) 1.2 ms 1.5 ms 1.4 ms 2 10.0.0.1 (10.0.0.1) 15.1 ms 14.8 ms 15.2 ms 3 203.0.113.1 (203.0.113.1) 16.0 ms 15.9 ms 16.1 ms 4 * * * 5 * * *

O comando traceroute é uma das ferramentas mais úteis para analisar o caminho e o desempenho de uma conexão de rede. Ao executá-lo, você verá uma lista de roteadores (ou hops) e o tempo que cada um leva para responder.
Observar padrões nesses resultados é fundamental: um aumento repentino na latência indica um possível gargalo, enquanto timeouts podem apontar para um firewall ativo ou um roteador que não responde a solicitações.
Ao entender esses padrões, você consegue identificar rapidamente se o problema está na sua rede local, no provedor de internet ou no servidor de destino.
Se você administra servidores ou está tentando resolver falhas na rede doméstica, o traceroute deve ser sempre o primeiro passo na investigação.
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